Jorge Marcone

A coleção de imagens microscópicas, ou, mais precisamente, visualizações digitais, compartilhadas por Steven F. White e Jill Pflugheber em Microcosmos é uma iniciação às oportunidades oferecidas pelo microscópio confocal para a conservação do patrimônio biocultural. Meus alunos celebram que essas visualizações nos dão outra maneira de as plantas sagradas se gravarem em nossa imaginação e memória através da contemplação de seus microcosmos em escalas invisíveis ao olho. São visões, luminosas e cheias de padrões fascinantes, que não são alheias às visões que a ingestão de plantas sagradas também compartilha conosco. E, com seu ensaio introdutório, Steven F. White permite essas visualizações para nos fornecer uma história dessas espécies e suas comunicações com seus ambientes. A visualização eletrônica microscópica é um exercício de mediação através do qual meus alunos e eu percebemos a agência da planta sagrada como a de um artista fazendo um auto-retrato do cosmos multiplicado que a constitui em outras escalas.

Jorge Marcone, professor de espanhol e português, e de Literatura Comparada, Universidade Rutgers. Ele também é co-presidente do Conselho Consultivo do Instituto SARAS (Uruguai) e colaborador do Projeto de Conservação das Cúpulas de Microbiota.

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